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Christian Dior, Designer of Dreams

Gabriela Leite e Kamilly Amaral - 25 de Agosto de 2021

Oioi, no texto de hoje falaremos sobre o mini documentário: "Christian Dior, Designer of Dreams” e contaremos detalhes da exposição neste mostrada, que se você assim como nós é um amante da moda, irá se encantar ainda mais pela história da renomada Maison Dior!


Usando o cenário do museu de Artes Decorativas, lugar este que Christian Dior costumava frequentar, retrata os setenta anos de criação da casa de alta costura através da visão dos dois curadores da exposição, Florence Müller e Olivier Gabet.

De acordo com Florence Müller, foram expostas cerca de seiscentas e cinquenta peças, onde trezentas eram vestidos de Alta costura e o restante era composto por miniaturas de variadas criações, inúmeros documentos como croquis, fotografias, manuscritos e encartes publicitários, objetos, chapéus, bijoux, sapatos e frascos de perfume, além de um conjunto de quadros, objetos de artes decorativas, peças de mobiliário, do século XVIII ao período Art Nouveau e surrealismo. A ambientação foi planejada para auxiliar na mensagem que os curadores queriam passar, aproveitando a arquitetura do museu e adicionando objetos de arte e decoração, antiguidades e efeitos do audiovisual para causar impacto no espectador.

A mostra, considerada como a maior exposição dedicada à moda de Paris, contou com a colaboração de acervos de outros museus como, o MET (Nova York) e Victoria & Albert (Londres). Entre as cenas, o documentário mostra todo o processo de restauração minucioso e manual das peças após curadoria, que conta com profissionais de vários ramos, tais como: conservação, arquivologia e história focados em manter as peças em bom estado para que elas possam durar por várias décadas. Conta também com profissionais do audiovisual, estes também presentes nos processos de montagem cenográfica dos manequins que foram postos em poses que retratam a silhueta feminina em movimento e contextualizassem o período em que cada roupa foi criada.

Uma retrospectiva que alcança seu paroxismo na nave do museu, decorada para um baile, com vestidos usados pela Princesa Grace, Lady Diana, Charlize Theron e Jennifer Lawrence.

É interessante observar que muito além da história da Maison Dior, de um panorama artístico visual bastante rico, e de valorização de composições arquitetônicas, os diretores também conseguiram contar a história da sociedade através deste conjunto de elementos, como quando são apresentadas as criações do período do pós-guerra. Dior tira, então de cena, o estilo austero e masculino que as mulheres vestiam e reinventa os cânones tradicionais daquilo que hoje lemos como feminilidade em forma de silhuetas mais delicadas, fluídas e pequenas cinturas super marcadas.

Com essa reinvenção do vestir, Dior se torna pai do Tailleur Bar que prova e representa o manifesto da nova estética de "Mulher-flor", com isso também vemos que desde sua criação a maison trouxe uma proposta de atemporalidade e autenticidade que seguem em cena até os dias atuais.

O documentário também ressalta a parte da exposição em que se coloca em pauta o desfile de fevereiro de 1947. Neste Christian Dior é ainda mais audacioso e insuflar uma nova visão social e faz sucesso unânime e no mundo da moda quando apresenta o New Look. Ao mesmo tempo em que o estilo foi um ponto importante para a ascensão do estilista, também foi um momento de tensão para a França em penúria, as saias plissadas de Dior exigiam muitos metros de tecido caros e importados. Entretanto, com o New Look surge a celebração da feminilidade, liberdade e beleza até então postas em último plano na vida das mulheres.

Com o falecimento repentino de Christian Dior, a Maison deu continuidade ao seu trabalho através das mãos de estilistas e diretores artísticos, começando por Yves Saint Laurent, assistente predileto do mestre e nome daquele que veio a se tornar o único herdeiro direto do estilo Dior, que trouxe para o prêt-à-porter, mais juventude, rebeldia da moda de rua, do Jazz e da Nouvelle Vague.

Depois de Saint Laurent, Dior foi homenageado também por Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Raf Simons, e atualmente por Maria Grazia Chiuri, primeira mulher na direção artística da Dior que provou sua capacidade de inovação para Alta Costura em apenas uma coleção.

Após todo processo de produção da exposição, depois de quase três anos ela finalmente foi reaberta ao público que ficou maravilhado com o cuidado e dedicação que a equipe teve ao montá-la, onde cada sala traçava uma comunicação visual direta com as peças expostas, fazendo um cronologia que deixou os espectadores emocionados.

E aí, gostou?

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