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Semana de alta costura

Nadyne Santos - 03 de Fevereiro de 2021


Começou no dia 25 de janeiro a semana de alta-costura parisiense spring-summer (primavera verão) 2021, uma das mais importantes do calendário fashion. Apesar da pandemia, a semana de moda tradicional demonstrou grande esforço usando muita criatividade para que os designers oficiais de alta costura apresentassem as suas respectivas coleções. Desse modo, hoje vamos falar dos momentos mais comentados do calendário de Haute Couture.


A estreia digital com a coleção provocativa de Schiaparelli e as grifes Chanel, Dior e Valentino se destacaram com suas propostas para a temporada, além da aguardada estreia de Kim Jones na Fendi.

A Schiaparelli saiu do óbvio e trouxe um ar surrealista para as roupas e acessórios, contrariando totalmente uma das marcas registradas da alta costura: o ar refinado e conservador na mulher ultra delicada. Com o bustiê musculoso e proporções ousadas, Daniel Roseberry, diretor artístico da marca, ironizou a tradição do calendário e ainda esclareceu à Vogue que “Não se trata de ser um homem, mas de ser uma mulher robusta”.

Comandada pela diretora criativa Maria Grazia Chiuri, a Dior apresentou de forma totalmente digital um fashion film contando a história do tarô, prática constante na vida do fundador da marca. Com referências às cartas místicas em apliques de cetim, mangas de chiffon, seda drapeada, corpetes, capas robustas e shapes tradicionais as peças trouxeram um senso de poder e feminilidade.

Texturas variadas, babados, tule, anáguas e volumes intensos marcaram o repertório da Haute Couture da Chanel. Num estilo mais boêmio e intimista, a marca trouxe uma temática de casamento com a noiva em um cavalo branco usando um vestido de cetim com borboletas peroladas e estampadas. Os demais personagens usaram uma mistura de proporções e tecidos, e o clássico tweed não ficou de fora.

Já a Valentino seguiu uma proposta na contramão das tendências tradicionais. Apresentando peças atemporais e sem gênero, e lantejoulas metalizadas que se juntaram a peças minimalistas e sofisticadas, o estilista Pierpaolo Piccioli teve o intuito de misturar o tempo e a tradição para incutir valores contemporâneos.

A estreia de Kim Jones na Fendi era um dos momentos mais esperados da temporada, o designer assumiu a direção artística da linha feminina e de alta-costura da marca em setembro. A ideia do estilista foi retratar roupas de verdade, mesmo no setor mais rebuscado da moda, por isso, foi além dos clássicos moldes da alta-costura com peças estruturadas da alfaiataria masculina, mas sem perder a feminilidade. Se inspirando na literatura da inglesa Virginia Woolf, o desfile físico aconteceu no Palais Brongniart, em Paris, na França com o cenário elaborado numa espécie de labirinto de vidro.


Uma semana e tanto, não? Apesar de esse ser apenas um recorte de tudo o que aconteceu, é de fato impressionante a altíssima qualidade e excelência apresentada pelas casas de alta costura mesmo em tempos incertos como os nossos.



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